Rua Kao Sam Road |
Embora esse não seja, especificamente, um blog sobre viagens
(para esse assunto sugiro o www.memoriaviajante.com),
não há como deixar de falar um pouquinho sobre nossos dez dias na Tailândia.
Apesar de ter sido nosso primeiro país a ser visitado no sudeste da Ásia (daqui
seguimos viagem para o Camboja, Vietnã e Laos), as impressões que tivemos foram
as melhores.
Após uma viagem cansativa de avião - de Porto Alegre a
Lisboa, Lisboa a Dubai e Dubai a Bankok – descer na capital tailandesa foi a
realização de um sonho muito planejado e esperado com ansiedade. Havíamos
pesquisado muito entre blogs de viajantes e sites especializados. Fizemos toda
a nossa trip por conta, ou seja, sem agência intermediando os contatos com os
destinos. As hospedagens foram reservadas via o www.booking.com,
os passeios, tickets de barcos e afins todos feitos no local, quando da chegada
às cidades visitadas.
Em Bankok, após chegarmos no aeroporto, tem que se ir direto
ao balção de imigração apresentar passaporte, uma ficha que preenchemos no avião,
outra preenchida ali mesmo, no saguão do desembarque, mais o certificado
internacional da vacina contra a febre amarela (obrigatória para brasileiros e
que deve ser feita pelo menos dez dias antes da viagem, em qualquer posto de
saúde e com a troca da carteira nacional pela internacional em algum escritório
da Anvisa). Depois é tirar uma fotinho rápida na imigração e pegar as bagagens
na esteira. Depois disso foi correr para o abraço de boas vindas da Tailândia.
E é bem assim que a gente se sentiu: abraçados, bem vindos, esperados.
Mercado Flutuante |
O povo tailandês é top. São muito calmos, pacenciosos com os
turistas, explicam tudo um milhão de vezes, se necessário, sem perderem o
sorriso, marca registrada do povo thai. E nós como bons falantes básicos de
inglês, ou seja, restritos ao “the book is in the table” e meia dúzia de
palavras relativas a números, alimentos, localização (estilo livro didático
mesmo) pensávamos que a comunicação seria muito difícil, que nada. Imaginem
pessoas, nem nós nem eles, sabendo qualquer idioma em comum, alguém poderia
julgar que seria o caos, pânico total, mas esses momentos nos renderam boas
risadas juntos, desenhos, mímicas, indicação com as mãos e a certeza de que
quando se quer ajudar basta boa vontade e gentileza. Não tivemos nenhum
contratempo em relação à comunicação, mesmo sendo bastante precária de ambos
lados. Difícil encontrar algum tailandês que realmente domine algum idioma
estrangeiro. Todos sabem palavras básicas para a comunicação com os turistas.
No mais, os templos de Ayuttaya - a antiga capital antes da
guerra com a Birmânia - a própria Bankok são lugares encantadores. Fizemos
muitos passeios a pé mesmo, de metrô (que é baratérrimo), de barco (meio mais
rápido e que é usado como o nosso famoso busão), e de tuk tuk (bastante em
conta também e uma experiência à parte).
Em Bankok ficamos em um hostel com quarto e banheiro
privativos, ar condicionado, bem arejado e espaçoso, porém sem café da manhã
(muitos lugares de hospedagem são assim). Mas como estávamos no bairro mais
movimentdado, o famoso Kao Sam Road (famosinho pela rua de mesmo nome do filme “Se
beber não case II”), ficamos em frente ao 7 Eleven, estilo tem tudo onde a
turistama faz a festa e mata a fome por preços muito baixos, e várias feirinhas
que oferecem frutas já descascadas e picadas, geladinhas, em saquinhos, nem
damos pela falta de um desjejum no próprio hostel. Fora que o valor da
hospedagem para quatro noites, o casal, saiu uma média de R$ 300,00.
Como trata-se de área militar, bem pertinho do Gran Palace,
onde mora o rei e defronte ao Ministério da Defesa, estávamos em um dos lugares
mais seguros, embora a Tailândia em si seja um país bastante tranquilo e sem
violência.
Pra tudo precisa-se usar o dinheiro local, o bath, que custa
uma média de 35 bth pra 1 dólar. É meio engraçado, pois o que mais se usa são
notas de 1000 baths e a gente jura que está pagando fortunas pelas coisas, só
que não. Com os dias, a gente acostuma a calcular de cabeça. Para as compras em
lojinhas e feiras a regra é: pechincha. Se consegue preços incrivelmente mais
baixos do que os cobrados inicialmente e o povo adora uma barganha.
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Em uma das ruínas de Ayttaya |
Tiramos um dia ara visitar os templos e as ruínas de
Ayuttaya. São em torno de dez lugares e como só tínhamos um dia, saimos de
Bankok em uma van, com o custo de 60 bths por pessoa. Ao chegarmos em Ayuttaya,
alugamos o serviço de um tuk tuk de um casal pra lá de simpáticos por 200 bths
a hora (a visita a todos os lugares leva em torno de 4 horas). Tem uns caras
oferecendo por 1,100 ou 1,200 bths em carro particular com ar condicinado, mas
tira toda a graça do passeio. Nós optamos pelo tuk tuk e curtimos muito.
Voltamos a Bankok também de van, dá uma média de 1h de viagem.
Ponte sobre o Rio Kwai |
No último dia em Bankok, deixamos para conhecer o Gran
Palace e para essa visita tiramos o dia, pois próximo ao palácio, uma
caminhadinha rápida, está o templo do Buda Reclinado, com 40 metros de
comprimento e que vale pelo esplendor.
Gran Palace |
Depois de Bankok, fomos para a famosa e desejada ilha Koh
Phi Phi, mas sobre esse lugar contarei em outro post.
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